Era uma tarde fria de inverno e eu havia entrado no metrô duas estações atrás. Por conta do horário, já sabia que seria impossível arrumar um lugar para sentar. Fazia ali minha jornada diária do trabalho para a casa, a cabeça exausta, os pés doendo, sendo lentamente esmagado pela multidão que entrava no metrô a caminho de casa. Tal qual um organismo vivo, o vagão parecia respirar gente. Abriam-se as portas, expirava uma pequena multidão, inspirava outra. Quando referem-se à cidades como "organismos vivos", tenho certeza de que é a esse tipo de coisa que se referem.
A composição já se deslocava lentamente, se aproximando a hora de mais uma respiração. Foi quando eu a vi, parada, olhando para o celular, fone de ouvido sumindo sob o cabelo longo castanho.
O metrô parou com a porta próxima a mim exatamente na sua frente, como se ela fosse algum tipo de princesa suburbana, e o vagão, sua carruagem. Ela entrou, olhos sempre para baixo, mirando na tela do celular, sem dar muita atenção para nada que estivesse acontecendo ao seu redor. Tendo fetiche por casaco de peles há anos, desde não lembro quando, não pude deixar de notá-la, e meus olhos não saíam dela. Tive um pouco de medo de que ela percebesse que eu estava olhando fixamente para ela, mas acho que uma garota que se veste com um casaco desses acaba acostumando com todo tipo de olhares por onde passa.
Qual foi a minha surpresa quando ela parou bem na minha frente e se virou de costas, na direção da porta. Eu não podia acreditar, porquê, entre todas as pessoas do metrô, justo na minha frente? A mera visão do casaco já tinha sido suficiente para iniciar uma ereção nas minhas calças, que incomodava conforme se forçava contra o zíper e a fivela do cinto. Agora, sentindo os pêlos do casaco contra meu braço, seu cheiro, o perfume da garota... era demais. Meu pau estava duro como uma pedra, o volume forçando a calça para a frente. Por ironia do destino, o volume perdia-se no meio dos pêlos, sendo impossível alguém notar.
O metrô voltou a andar de novo, fazendo com que ela roçasse suavemente seu casaco em meu braço, e a sensação foi um misto de paraíso e inferno. Eu estava perdendo o juízo, eu tinha que fazer alguma coisa. Em minha cabeça doente, regada de hormônios, os pensamentos voavam. Aquilo não podia ser uma coincidência. Eu tinha que aproveitar a chance.
Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso não teria feito isso. O risco era muito grande - com os frequentes assédios nos vagões de metrô, eu poderia ser levado pelas autoridades, e existia até o risco de ser linchado dentro do vagão, caso algum valentão resolvesse fazer justiça com as próprias mãos. Eu não sou uma pessoa alta nem tão pouco preparada para esse tipo de situação. Se o vagão estivesse aberto, eu poderia correr, me misturar à multidão... mas em um vagão fechado seria uma sentença de morte.
Qualquer pessoa que tivesse feito isso mas que tivesse um mínimo de cérebro ainda funcionando teria esfregado o pau no casaco dela e imediatamente guardado-o de volta nas calças, sem que ninguém notasse. Mas não eu. A adrenalina e a ansiedade tiraram qualquer resquício de pensamento racional que eu pudesse ter naquele momento. Meu pau descansava suavemente sobre a nádega esquerda coberta de pêlos longos daquela garota, sem que ninguém notasse. Eu não sabia a hora que ela desceria do vagão, e se fosse de maneira súbita, era capaz de me deixar com o pau de fora no meio do metrô, vulnerável. Mas eu não me importava. Lentamente cheguei um pouco mais perto. Com minha mão, sempre tomando cuidado para não tocá-la de maneira brusca ou pesada, eu segurava a base do pau e mexia-o lateralmente, passeando por toda a extensão da bunda da garota, melando algumas fibras do seu casaco com meu pre-cum.
Tomei um pouco mais de coragem (ou perdi toda e qualquer noção que eu pudesse ainda ter) e comecei a lentamente empurrar o quadril para frente e para trás. Meu pau cavava um verdadeiro vale no meio dos pêlos, deixando uma marca nítida por conta do pre cum. O movimento de acelera e para do metrô me ajudava a, vez ou outra, ir me encaixando cada vez melhor entre as nádegas da garota, até que a posição ficou perfeita. Eu estava posicionado simetricamente entre as nádegas dela, que havia desequilibrado e dado um passo em falso, para meu deleite. Eu era capaz de sentir cada fibra daqueles dois montes perfeitos e redondos, cobertos de pêlos, quando roçava nela.
A adrenalina logo cobrou seu preço e minha respiração começou a sair de compasso. Eu tinha que acabar logo, tinha que gozar no casaco dela, para não perder a oportunidade da minha vida. O risco era muito alto, mas naquela situação eu não queria saber de risco algum, tudo que eu queria é que aquela viagem de metrô durasse para sempre. Minha estação estava se aproximando, apenas mais 3 estações e era eu quem tinha que ir embora. O metrô já estava começando a ficar um pouco mais vazio e eu tinha medo que ela se afastasse de mim para ficar em uma posição mais confortável, mas ela continuava ali, estática, jogando seu joguinho, com meu pau entre suas nádegas, sem perceber.
O metrô parou de novo, uma senhora acima do peso entrou e acabou empurrando-a contra meu pau, e foi demais para mim. Eu sentia meu pau pulsando, os jatos saindo da cabeça carinhosamente acomodada naquele mar de pêlos macios, lentamente arruinando tudo, deixando minha marca naquela perfeição deliciosa, e ninguém percebia nada. Minha respiração havia se tornado impossível de controlar, o metrô avançava rápido em direção da próxima estação, diminuindo a velocidade, e eu acabei me distraindo e fui traído pelo meu corpo, soltando uma respirada curta e intensa bem no cangote dela.
"-D-desculpe..." ...e tentei disfarçar, limpando o nariz, como se tivesse espirrado de alguma maneira bizarra, enquanto com a minha mão, trêmula, passava a ponta do pau uma última vez sobre o casaco dela antes de guardá-lo de volta em minhas calças.
"-Não tem pelo que se desculpar" ela disse, com um sorriso, a porta do metrô abriu, e lá se foi ela, com minha marca no casaco dela, sempre jogando, subindo as escadas rolantes em direção a sabe-se-lá onde. Parou uma última vez e acenou para mim enquanto desaparecia em sua lenta ascensão até o próximo piso.
Haviam já lugares vagos próximos a mim quando ela saiu, e eu sentei, ofegante. Conforme a adrenalina começou a baixar, uma série de pensamentos e idéias começaram a se associar na minha cabeça. Poderia, claro, ser apenas alguma insensatez minha, oriunda do momento e dos hormônios do momento. Mas a frase "não tem pelo que se desculpar", o sorriso, o aceno... o fato dela continuar em frente a mim, mesmo quando haviam lugares pelo resto do vagão... ela ter descido assim que eu gozei nela, uma estação antes da minha próxima descida... até hoje tenho a sensação de que não só ela sabia o que estava acontecendo mas estava gostando, e talvez tivesse entrado no metrô com a intenção de provocar alguém a fazer aquilo.
E tal qual uma criatura mítica, nunca mais a vi novamente.





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